Eu cresci em uma família com apenas homens, e durante grande parte da minha adolescência, me tornei mais um na turma de meninos. Não era poupada de nenhum detalhe das estripulias sexuais, nem de irmão, nem de primos e nem de amigos da turma. Tudo era contado e falado na minha frente, sem pudor. Adicionando a este fato, a história desastrosa dos meus pais, com certeza fiquei por um bom tempo , com um grande receio dos homens e dos relacionamen-tos em geral. Na maioria das vezes o sexo, que me contavam, parecia tão sujo que me perguntava se as meninas com quem eles andavam sentiam prazer ou se eram condicionadas a achar legal, bacana e dizer que sentiam prazer.
Não entrei em pânico por que entre ele, havia um com uma postura sensível e diferente.
Este se apaixonava, falava do seu sentimento, sofria e ainda repetia diversas vezes que de nada adiantava ele sair e ficar com um monte de meninas que não queriam dizer absolutamente nada para ele.
A partir daí, obviamente, minha intenção era achar entre tantos "sem vergonhas", um que prestasse!
Deixando a almejada fidelidade e a parte afetiva de lado, gosto de analisar a iniciação sexual do menino, da menina e como ocorrem de maneira completamente diferente interferindo, indiscutivelmente, na consolidação de um relacionamento maduro e duradouro na vida adulta. Existe sim o fato de que os meninos desde sempre tem mais contato com seu pipi, para lavar, para fazer xixi, e por se tratar de um "aparelho" externo esta sempre ali, em contato com o universo. Mas a diferença que é tratada a descoberta na adolescência, ainda é muito machista. Enquanto adolescente já era obvio para mim e para qualquer pessoa da casa que não se entrava no quarto de um irmão sem bater, ou no banheiro enquanto ele tivesse tomando banho. Chega certa idade que é claro para todos da família que aquele meninão está lá brincando e se conhecendo, mas não é tão obvio assim o contrário e por isso poucas explorações realmente acontecem naturalmente para as meninas, e quando acontece é tudo feito no escuro, embaixo de uma coberta e muitas vezes com a terrível sensação do pecado ou do levianismo. Raríssimas meninas conseguem realmente conhecer seus corpos antes dos 18 anos, isso sendo bem positiva. As meninas crescem sem falar de sexo, prazer, as poucas que se aventuram são consideradas vulgares, "galinhas" e é bem verdade que de acordo com muitos relatos, quase nenhuma vivenciam e se aprofundam no seu próprio prazer, já que os meninos por sua vez são educados para seu próprio prazer e mal sabem lidar com a complexidade do prazer feminino e seus corpos cheios de segredos, e pontos erógenos. Grande parte dos meninos acreditam por muito tempo que o grande lance é a penetração e o tempo que conseguem ficar ali no "põe e tira" e muitos deles vão se tornar adultos e pouco vão evoluir. Por sua vez a menina vai se relacionando, e pouco consegue ajudar o inexperiente menino pois nem ela sabe o caminho das pedras, e nem sabe exatamente o que esperar do sexo, e como é sentir prazer. A dúvida do que fazer, como melhorar e se dá para melhorar fica permanentemente martelando suas cabecinhas, apesar de ser tudo gostosinho o corpo pede mais como se faltasse alguma coisa, e realmente pede. Conforme vão crescendo a necessidade de falar sobre as experiências, e compará-las e saber se há mais para ser descoberto fica latente, e é só no final da adolescência que a menina consegue conversar com alguma amiga mais próxima sobre o assunto, coisa que o menino faz desde os 10 anos de idade.
Pouco tempo depois o sexo é assunto principal em 8 das 10 rodinhas de mulheres, e são elas também as que mais conversam sobre experiências reais, buscam e leêm intensamente sobre dar e sentir prazer, e é nessas rodas de conversas que busquei inspiração para escrever sobre o assunto, principalmente por que sempre que eu venho com um assunto, link, matéria, video, brinquedo novo em uma conversa, o que mais ouço falar é:- Como eu queria que ele lesse isso!!!- Ai se os homens soubessem disso!!
- Será que ele vai ficar chateado se eu mandar esse link para ele? Há alguns dias curti uma matéria de um site que eu adoro ( www.casalsemvergonha.com.br ), e que praticamente todas as minhas amigas lêem e repetem as frases acima, e ficou publicado no meu mural aqui no facebook e imediatamente choveram mensagens inbox, de exatamente 13 meninas diferentes, amigas e conhecidas dizendo: Como é verdade isso!! Esse site é ótimo né? Queria que meu marido lesse aquela materia tal?... enfim foram 13 mensagens (inbox) esboçando praticamente o mesmo desejo. Sim, sua mulher, sua esposa, namorada, ficante, chuchuzinho, favinho de mel : lê, pesquisa, conversa e quer saber muito mais sobre sexo e o prazer dela ,do que você imagina.
Com certeza ela adora aquela sua pagada selvagem, suas preliminares e também a rapidinha, mas daria pulos de alegria se você soubesse que uma sessão de carinho gratuito e provocativo em toda extensão do seu corpo, com unhas, respiração e ou até um simples pincel de blush, iria deixá-la toda arrepiada e a ponto de bala! E facilmente essa devoção de alguns minutos a deixaria muito mais segura para realizar as suas mais loucas fantasias, que adivinha? Ela também tem! Provavelmente o amorzinho da sua vida, já quis que você lesse uma matéria sobre sexo umas 15 vezes nos últimos 12 meses que estiveram juntos! E adoraria um passeio ou um presentinho de um sex-shop. Por fim é sempre bom deixar claro que se tratando de sexo e de amor, ninguém doa sem querer nada em troca. Neste caso é dando que se recebe. Se ela é carinhosa, se beija seu corpo dos pés a cabeça, se vive fazendo um carinho, massagens, vive te mandando recadinhos carinhosos e faz um monte de declarações ao pé do seu ouvido, se mexa! Ela quer tudo de volta, e não comece a perceber quando ela estiver esfriando e se afastando. Ela continua querendo, mas está desistindo ou já até desistiu de você. Sim, sua performance é ótima e é uma delícia tudo que vocês fazem juntos, mas quando o assunto é sexo, sempre temos o que descobrir, evoluir. Se você tem um rolinho, um namoro ou uma esposa abra o canal do dialogo e desfrute do melhor pré requisito que existe para essa exploração a dois: A intimidade!
(O mundo de Débinha)
(O mundo de Débinha)
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